O maior de todos os presentes... e de graça!
Saudações a todos,
Nesse texto quero falar do maior de todos os presentes que recebi, e de graça ainda. Durante minha vida passei por diversas fases, já fui de punk rock à bossa nova, de drum & bass à pagode de quintal, de manguebeat a música clássica, de computação à administração, de estagiário à empresário, de consultor a professor, de solteiro a casado, de perdido a apaixonado, de incrédulo a crente.
Durante boa parte da minha vida desconheci os caminhos de Deus, achando que os conhecia, confiando em minha intuição e senso comum sobre Deus, chegando a negá-lo em momentos de filosofia de senso comum.
Vivi uma vida tranqüila e satisfatória, com grandes amigos, ótima família, vida profissional ascendente, bom currículo acadêmico e uma companheira linda, amorosa e inteligente. No meio disso tudo, parecia que nada me faltava. O maior de todos os presentes passava despercebido em minha vida, por isso só posso ser imensamente grato ao Deus da minha salvação. Quando eu não mais o procurava, Ele era fiel me buscando e me chamando, até que enfim abriu meus olhos para a mais linda história de queda e reconciliação concebida por um Deus disposto a "dar a outra face" e a "amar o inimigo".
Deus me amou quando eu não o amava, Deus me buscou quando eu não o buscava, Deus fez tudo por mim, quando eu nada fiz em troca.
É sobre isso que quero falar neste texto, salvação, expiação e graça de um Deus soberano, amoroso e fiel. Meu desejo mais profundo é que todos possam ter pleno conhecimento da graça de Deus Pai, do amor de Jesus Cristo e da comunhão do Espírito Santo. E que todos possam receber o maior de todos os presentes... e de graça!
Salvação
O tema central do evangelho cristão é a salvação. O evangelho proclama que, assim como Deus salvou Israel do Egito e o salmista da morte (Êx 15.2; Sl 116.6), do mesmo modo salvará do pecado e suas conseqüências a todos os que confiam em Cristo. Essa salvação do pecado e da morte é obra inteiramente de Deus. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus”(Ef. 2.8). “Ao Senhor pertence a salvação”(Jn 2.9)
As palavras hebraicas que expressam a idéia de salvação, no Antigo Testamento, têm sentido geral de “livramento” de perigo ou sofrimento moral (Sl 85.8-9; Is 62.11). Em tais passagens, a Septuaginta (versão grega do Antigo Testamento) emprega palavras gregas que significam salvar da morte ou de perigos, bem como preservar ou curar. Passagens do Novo Testamento que falam da salvação usam todas essas idéias para explicar os atos de Deus em favor do perdido.
A salvação livra o crente do juízo de Deus, do domínio do pecado e do poder da morte (Rm 1.18; 3.9; 5.21; 1 Ts 5.9). Deus livra os pecadores da condição natural de serem dominados pelo mundo, pela carne e pelo diabo (Jo 8.23-24; Rm 8.7-8, 1 Jo 5.19). Deus livra os crentes dos temores gerados por uma vida pecaminosa (Rm 8.15; 2 Tm 1.7; Hb 2.14-15) e dos hábitos depravados que os escravizavam (Ef 4.17-24; 1 Ts 4.3-8; Tt 2.11-3.6). A salvação não traz apenas a promessa de integridade espiritual e de paz, mas também de cura física (Mt 9.21-22; Mc 10.52; Tg 5.15-16). Não obstante os cristãos terem já recebido a salvação, eles experimentarão os benefícios na sua plenitude somente quando Cristo voltar, no fim desta era (Hb 9.28; 1 Pe 1.3-5).
A salvação é realizada através daquilo que Cristo fez na história e por aquilo que Ele continua a fazer nos crentes através do Espírito Santo. A base de nossa salvação é a morte de Jesus na cruz e a justiça que ele alcançou para nós em sua obediência ativa. A salvação é realizada em nossa vida quando Cristo vive em nós (Jo 15.4; 17.26; Cl 1.27) e nós vivemos em Cristo, unidos a Ele em sua morte e em sua vida ressurreta (Rm 6.3, Cl 2.12,20;3.1). Essa união vital sustentada pelo Espírito através da fé e realizada em nós pelo novo nascimento, pressupõe nossa eterna eleição em Cristo (Ef 1.4-6). Jesus foi preordenado para representar-nos e pagar nossos pecados como nosso substituto (1 Pe 1.18-20; Mt 1.21).
Expiação
A expiação é uma reconciliação de partes alienadas entre si, a restauração de um relacionamento rompido. A expiação é realizada por ressarcir os danos, apagando-se os delitos e oferecendo satisfação pela injustiças cometidas.
Segundo as Escrituras, toda pessoa peca e precisa fazer expiação de suas culpas, porém faltam o poder e os recursos para isso. Contra esse fundo de desesperança, as Escrituras revelam a graça e a misericórdia de Deus, que, pessoalmente, providencia a expiação que o pecado torna necessário. A maravilhosa graça de Deus é o enfoque da fé bíblica; do Gênesis ao Apocalipse, a graça brilha com glória maravilhosa.
Quando Deus tirou Israel do Egito, Ele estabeleceu, como parte do relacionamento da aliança, um sistema de sacrifícios, que tinha seu âmago no derramamento de sangue de animais “para fazer expiação por vossa alma” (Lv 17.11). Esses sacrifícios eram “típicos”, isto é, como “tipos”, prenunciavam alguma coisa melhor. Pecados eram perdoados quando os sacrifícios eram fielmente oferecidos, mas não era o sangue dos animais que apagava os pecados (Hb 10.4); era o sangue do “antítipo”, Jesus Cristo, cuja morte na cruz expiou os pecados já cometidos, bem como os pecados que seriam cometidos posteriormente (Rm 3.25-26; 4.3-8; Hb 9.11-15).
De acordo com o Novo Testamento, o sangue de Cristo foi derramado como sacrifício (RM 3.25; 5.9; Ef 1.7; Ap 1.5). Cristo redimiu o seu povo por meio de um resgate; sua morte foi o preço que nos livrou da culpa e da escravidão ao pecado (Rm 3.24; Gl 4.4-5; Cl 1.14). Na morte de Cristo, Deus nos reconciliou consigo mesmo, vencendo a sua própria hostilidade causada por nossos pecados (Rm 5.10; 2 Co 5.18-19; Cl 1.20-22). A cruz aplacou Deus. Isso significa que ela aplacou a ira de Deus contra nós, expiando nossos pecados e, desse modo, removendo-os de diante de seus olhos (Rm 3.25; Hb 2.17; 1 Jo 2.2; 4.10). A cruz produziu esse resultado porque, em seu sofrimento, Cristo assumiu nossa identidade e suportou o juízo retributivo que pesava contra nós, isto é, “a maldição da lei” (Gl 3.13). Ele sofreu como nosso substituto, com o registro condenatório de nossas transgressões pregado por Deus na sua cruz, como a lista de crimes pelos quais ele morreu (Cl 2.14; Mt 27.37; Is 53.4-6; Lc 22.37).
Como receber o maior de todos os presentes?
Bom, agora que falamos da expiação e da salvação, podemos entender o amor de Deus resumido na palavra “graça”, que significa “um presente imerecido”, nós não merecemos o presente da salvação, mas Deus em seu infinito amor nos oferece esse presente voluntariamente, de graça mesmo.
Mas como receber esse presente? Primeiro você deve se arrepender do pecado, crer na morte e na ressurreição de Jesus por você e recebê-lo como Senhor e Salvador da sua vida. Aqui está o processo passo a passo de acordo com a revelação bíblica.
Primeiro, você deve ponderar sobre sua vida e, então, voltar-se de tudo que há nela que seja contrário ao que Deus almeja em você. Esse ato de voltar-se do seu egoísmo e ir em direção a Deus é chamado de arrependimento (Mt 3.7-10; At 3.19).
Segundo, você deve reconhecer que Jesus Cristo morreu na cruz para perdoar seus pecados. Você o aceita como seu Salvador para que Ele o limpe de todo o seu pecado – como substituto que pagou o preço do seu pecado (Rm 5.9-10; Tt 2.14).
Terceiro, você deve pedir a Ele para ser o Senhor da sua vida e reconhecer, aberta e verbalmente, que Jesus não é somente o seu Salvador, mas sim, também, o seu Senhor (1 Jo 2.23).
A Bíblia diz: “a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (Jo 1.12). Então, quando você abre seu coração e o recebe, ele vem habitar dentro de seu coração – dentro de sua pessoa interior – através do seu Espírito Santo, e começa a viver, em você, a vida dele. A partir daí, é seu privilégio e chamado confessar o que Deus fez (Rm 10.9).
Bom, foi isso que eu fiz algum tempo atrás, e desde então tenho experimentado paz sem igual na presença de Deus, no amor de Jesus e na comunhão com o Espírito Santo. É esse tesouro inestimável que desejo que todos venham a conhecer e usufruir para a glória de Deus.
Fiquem com Deus e que seu Santo Espírito possa tocá-los com seu amor irresitível.
Grande abraço,
Ronaldo Guedes
Prezado Ronaldo:
ResponderExcluirIdentifiquei-me deverasmente com seu relato. Dei uma rápida (e não saudosa) volta ao meu passado e vi que também já fui uma 'escrava' do mundo, achando que era feliz e que 'tinha tudo'.Ledo e pobre engano, diante de tanta escuridão na alma! Até que, silenciando um pouco,após criticar uma amiga 'crente', vi que Ele continuava ali, sempre esperando eu abrir meu coração, meus braços e deixar que fosse o meu verdadeiro leme. ôh, que maravilhoso é servir ao Deus vivo e verdadeiro. Vida e paz só há nEle, por Ele e para Ele. Dia após dia me 'enrosco' mais e mais em suas verdades e princípios e a Sua luz, Sua paz e Seu amor infinito vai tomando conta de meu espírito e minha mente vai sendo transformada... Sem preço, sem descrição, sem palavras para dizer o quanto isso é magnífico. Hoje sou assim: também uma apaixonada por Jesus Cristo, depositando somente Nele a esperança e a fé de ver o meu amado marido largando a indiferença e a descrença quanto ao Seu poder e glória, para eu poder gritar ao mundo significantemente que 'eu e minha casa servimos ao Senhor'... É muito bom ter um professor com o mesmo temor ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Glórias a Deus por isso e um grande abraço!
Giórgia Carvalhal
Olá Giorgia fico feliz de conhecer um pouco mais de sua vida também, será um prazer compartilhar um pouco do que sei nas aulas contigo. Que tudo seja para a glória de Deus :-)
ResponderExcluirGrande abraço!
Ronaldo